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quinta-feira, 30 de maio de 2013
Existem várias ferramentas que servem de auxílio na hora de planejar os passos do presente e do futuro da companhia. Uma delas é a Análise Swot, que é utilizada durante a realização do planejamento estratégico para auxiliar na compreensão do cenário em que se encontra a companhia
Existem várias ferramentas que servem de auxílio na hora de planejar os passos do presente e do futuro da companhia. Uma delas é a Análise Swot, que é utilizada durante a realização do planejamento estratégico para auxiliar na compreensão do cenário em que se encontra a companhia.
A palavra Swot é uma sigla em inglês originária das palavras Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) e dá nome a uma matriz que facilita a visualização destas quatro características, que são inerentes aos mais variados tipos de empresas.
Através desses dados, é possível ter uma maior noção dos pontos fracos e fortes, do cenário em que a empresa está inserida, além de servir como auxílio para que profissionais e empresários fiquem atentos ao movimento do mercado. Confira abaixo o passo a passo para a realização da Análise Swot.
1 – Divida o cenário empresarial em duas partes
Com o objetivo de entender melhor o cenário em que a empresa está inserida, é necessário dividi-lo em ambiente externo (variáveis que afetam a empresa de fora para dentro) e ambiente interno (variáveis que partem da companhia, de dentro para fora).2 – Defina o ambiente interno
No ambiente interno, é necessário determinar as forças e fraquezas de uma companhia em comparação com outras empresas do mesmo ramo de atuação. Tais variáveis são determinadas por meio do próprio contexto da companhia, das ações realizadas, e devem ser sanadas pelos líderes e suas equipes. Por exemplo, as forças e fraquezas podem ser medidas diante da quantidade e qualidade de recursos de uma empresa em face aos concorrentes, como mão de obra qualificada e receita.3 – Determine o ambiente externo
As oportunidades e ameaças estão dentro do chamado ambiente externo. Elas variam de acordo com o mercado em que o empreendimento está inserido. Por exemplo, uma oportunidade para uma empresa é o crescimento do setor do qual faz parte e o surgimento de novos nichos de consumidores. Já as ameaças podem ser a expansão ou o lançamento de novas tecnologias por uma concorrente do mesmo segmento.4 – Coloque os dados em formato de diagrama
Determinados os dados do ambiente interno e do ambiente externo, colocam-se as informações numa tabela 2x2, com duas colunas e duas linhas. Confira abaixo um exemplo do diagrama Swot:| Pontos fortes | Pontos Fracos | |
| Ambiente interno | S Forças | W Fraquezas |
| Ambiente externo | O Oportunidades | T Ameaças |
5 – Analise o cenário encontrado
A análise Swot ajuda a ter clareza do negócio, possibilitando que se identifiquem quais pontos fortes explorar e quais pontos a trabalhar no âmbito de toda a gestão empresarial. Essa ferramenta ajuda a determinar a posição atual da empresa e antecipar o futuro, visando as oportunidades e precavendo as ameaças.| Colaboraram com essa edição Bernardo Gussen (sócio da BC Office) e Ana Paula Lobato (proprietária da Anpla Comunicação).
Para muita gente, o grande vilão do ensino superior é o Trabalho de Conclusão de Curso. No entanto, com método e dedicação, você vai perceber que esse caminho não é tão difícil de se percorrer
Quem já foi aprovado no vestibular, muito provavelmente ouviu da família ou de uma ex-professora, ainda na comemoração da conquista, algo mais ou menos assim: "Parabéns! Mas, olha, entrar na faculdade é fácil. Difícil mesmo é sair!".
Durante os três primeiros dos quatro anos que passou no curso de Publicidade e Propaganda, a pernambucana Virgínia Ramos nunca conseguiu entender muito bem o que haveria de ser tão complicado na graduação, como lhe advertiram ainda no Ensino Médio. Afinal, foi morar fora de casa, tornou-se mais independente, conheceu gente nova e – principalmente – não teve mais que fazer exames de Física, Química e Biologia!
Uma hora, entretanto, a situação se complicou. "No sexto período, comecei a cursar a disciplina do projeto. De lá até a apresentação do trabalho final foi só estresse. No fim, o curso foi ficando cansativo e ninguém aguentava mais. Todo mundo só queria saber de sair da faculdade logo", conta a publicitária.
O tal projeto a que Virgínia se refere é uma espécie de estudo preliminar que, na maioria das instituições de ensino, os estudantes precisam produzir antes de realizar o temido Trabalho de Conclusão de Curso, mais conhecido como TCC. Essa fase, ao contrário do que a maioria pensa, pode ser menos martirizante. Fácil, evidentemente, não será. Mas, com a ajuda de algumas regras básicas, diversos obstáculos podem ser evitados, deixando o caminho a ser percorrido mais tranquilo.
| Imagem: ThinkStock |
Primeiros passos
Se o trabalho começa bem, é provável que também termine bem. Por isso, antes de começar a produzir o TCC, duas tarefas são fundamentais: definir um tema e preparar um bom projeto, que sirva – de fato – como um guia. Nele deverão estar especificadas questões importantes, como o assunto, os objetivos e o cronograma de atividades.
Para preparar o projeto, no entanto, é preciso definir o tipo de trabalho que será realizado. Dependendo do curso e da instituição de ensino, o TCC pode ser uma produção científica, uma atividade prática ou um estudo de caso. O professor Gildásio Mendes Filho, co-autor do livro "Como fazer monografia na prática", lembra que "há uma confusão muito grande nas instituições, porque cada curso tem a sua regra para a realização de TCC". Por esse motivo, é importante que o aluno se certifique dos padrões exigidos por sua faculdade, sob o risco de ter, no futuro, que voltar ao estágio inicial por inadequação às regras.
Escolhido o tipo de trabalho, a próxima tarefa é definir o tema. Esse passo é simples, porém, delicado. Decidir o que abordar leva pouco tempo, mas uma má decisão pode atrapalhar bastante o andamento da produção. "Se a escolha do tema é bem-feita, o trabalho acontece de maneira suave, sem obstáculos, e o seu desenvolvimento passa a ser bem mais agradável", afirma a professora Raquel Polito no livro "Superdicas para um Trabalho de Conclusão de Curso nota 10".
A autora lembra ainda que ter interesse real no assunto a ser abordado facilita a realização da tarefa. "Muitas vezes, ficamos horas pensando em um tema genial e nos esquecemos de que não existe a menor relação entre ele e a área de estudo em que estamos inseridos", afirma Raquel.
A formulação de um problema do qual se possa partir é outro pré-requisito muito importante. De acordo com o professor Antonio Carlos Gil, autor do livro "Como elaborar projetos de pesquisa", fazer-se perguntas é fundamental. "De modo geral, inicia-se o processo da pesquisa pela escolha de um tema, o que, por si só, não constitui um problema. Ao formular perguntas sobre o tema, provoca-se sua problematização", afirma.
O último passo dessa fase prévia é a escolha do orientador. Aqui, o conselho de Gildásio é optar pelo professor da disciplina em que o assunto definido se encaixa. "Se, por exemplo, um aluno vai fazer um trabalho em Microeconomia e escolhe um professor que é especialista em Macro, ele vai ter dificuldades porque o professor pode não ter segurança para orientar", explica.
Afinidade pessoal também é um ponto a ser levado em conta na hora de escolher o orientador. Mas Gildásio lembra que isso não deve ser mais importante do que a competência. "Quando eu estava fazendo minha dissertação de mestrado, lembro que fui apresentar meu projeto ao professor e ele simplesmente o rasgou bem no meio e me disse: 'leva a metade e faz o teu projeto'. Na hora, eu me senti agredido. Mas depois refleti e vi que, antes, eu havia mesmo sido muito prolixo", conta o professor.
Mão na massa
Com tema, projeto e orientador definidos, a hora é de arregaçar as mangas e começar a trabalhar. Nessa fase, organizar o tempo é fundamental, principalmente nos casos em que é necessário dividir o dia entre os estudos e uma atividade profissional.
"Um bom início para o desenvolvimento do seu trabalho é imaginar como ele será realizado até o final. Antes de começar a escrever os textos, vislumbre como será o sumário. Considere todos os pontos que você deseja abordar. Por mais que esse sumário seja alterado, ele será o seu fio-condutor e você terá um raciocínio lógico a seguir", explica Raquel Polito.
Durante a produção do texto, também é importante prestar atenção em quesitos técnicos como ortografia, coesão entre as distintas partes e adequação às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essas regras determinam como o trabalho deve ser organizado por meio de indicações para o uso de citações e a apresentação das referências bibliográficas, por exemplo.
Trabalhar com uma metodologia bem definida é outro facilitador na produção do TCC, principalmente quando é necessário fazer um estudo mais aprofundado. Como explica o professor Antonio Gil, "a pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos".
Apresentação
Texto pronto. Acabou? Ainda não. Vem aí o grand finale, que é a apresentação. Não vamos dizer aqui para não ficar nervoso ou nervosa. Afinal de contas, esse é um momento importantíssimo na vida de qualquer pessoa. A banca entenderá a ansiedade e qualquer professor com o mínimo de bom senso sabe da tensão que envolve uma defesa. O nervosismo exacerbado, entretanto, pode dificultar sua exposição e passar aos avaliadores uma impressão errada sobre o seu trabalho.
Montar um roteiro em uma apresentação de Power Point ou mesmo em um papel já ajuda. É importante, porém, estar ciente de que aquilo é apenas um guia. Simplesmente ler o que está escrito vai aparentar falta de domínio sobre o trabalho e insegurança. Outra dica é treinar. "Até hoje, eu planejo minhas palestras, calculo o tempo e falo para mim mesmo. E aí eu vejo como posso ampliar ou reduzir", conta o professor Gildásio.
Depois da apresentação, é comum que a banca faça perguntas. Respondê-las de forma satisfatória vai influenciar bastante na sua nota. Diante de críticas, escute e saiba reconhecer suas falhas. Caso discorde, posicione-se com argumentos sólidos e não recorra a subterfúgios emocionais, pois, não tenha dúvida: naquele momento, o que interessa é apenas o que você fez.
E, se você fez tudo direitinho, é só comemorar!
COMO DEFINIR UM TEMA
Passo 1 – Definir a grande área com a qual você tem afinidade: por exemplo, Marketing.
Passo 2 – Escolher uma vertente da grande área com a qual você mais se identifica, levando em conta a relevância e a viabilidade de realização do trabalho: Marketing de Guerrilha.
Passo 3 – Delimitar um contexto específico para trabalhar o tema: mercado digital.
Passo 4 – Definir uma abordagem: O uso do Marketing de Guerrilha na construção de novas marcas no mercado digital.
terça-feira, 28 de maio de 2013
Não é raro que desligamentos de funcionários se deem de forma traumática, às vezes para a empresa, às vezes para o empregado. Nos casos de demissões por justa causa, principalmente, os conflitos são comuns e acabam se prolongando até a Justiça. De um lado, o trabalhador procura se amparar em algo que justifique a falta e lhe permita uma reversão da situação. De outro, a empresa não abre mão do direito que a lei lhe garante, de demitir um colaborador diante de determinadas faltas graves.
Como diz a sabedoria popular, entretanto, melhor do que procurar remédio para os problemas depois que já são um fato, é evitar que aconteçam. Por isso, elencamos aqui algumas faltas que podem ser motivo para uma demissão por justa causa. Cada empresa, evidentemente, tem suas próprias diretrizes e, da mesma forma que alguns dos casos apresentados aqui podem não ser levados em conta por algumas delas, outros fatores podem ser incluídos. Por isso, uma dica importante também é ler atentamente o contrato de trabalho antes de assiná-lo, bem como o Estatuto ou documento afim da empresa.
Conduta imprópria
Aqui, há uma série de comportamentos inadequados que podem levar à demissão justificada. Exemplos: assediar sexual ou moralmente colegas, agredir física ou verbalmente, compartilhar materiais inadequados para o ambiente de trabalho (desde conteúdos eróticos até conteúdos de concorrentes), utilizar a empresa ou bens da empresa para fins pessoais ou de outro trabalho, utilizar o nome da empresa para se beneficiar etc.
Indisciplina
Desautorizar um superior ou mesmo, de forma mais direta, desobedecer uma ordem ou regra tácita pode complicar sua vida.
Chegar ao trabalho embriagado
Uma conduta inadequada para quase todas as ocasiões da vida que não são festas ou happy hours (e mesmo nesses casos os excessos são complicados!) não seria adequada para o ambiente de trabalho. Nos casos de dependência, cabe o bom senso da empresa, familiares e do próprio funcionário no sentido de buscar uma solução menos traumática que não a simples e mera demissão. Os vícios em geral (inclusive em jogos de azar), entretanto, podem acabar interferindo no rendimento do profissional ou mesmo na imagem da empresa, principalmente se o colaborador em questão ocupar cargos mais estratégicos.
Improbidade
Roubar ou contribuir para atentados contra o patrimônio da empresa, bem como causar danos graves a este e às pessoas com quem trabalha são coisas que podem levar à demissão por justa causa. Falsificar documentos como atestados médicos também pode ser encarado um problema sério.
Crimes fora do trabalho
Dependendo da gravidade e das consequências, podem justificar uma demissão. Em caso de condenação definitiva na Justiça pelo crime, muito dificilmente o funcionário terá chance de não ser demitido.
Não cumprimento das funções
Nem precisa de explicação. Deixar de cumprir as obrigações cotidianas, ser negligente, atrasos que atrapalhem o cumprimento dessas funções, ausências e demonstrar preguiça são coisas que podem justificar uma demissão por justa causa. O não cumprimento de metas, entretanto, é um dos pontos polêmicos dessa questão e, quase sempre, vai parar na Justiça e não há fórmula para esses casos. Tudo depende muito do que a empresa determinou ao fazer o contrato.
Quebrar o sigilo da empresa
Fazer algo como ser funcionário da Coca-Cola e entregar a fórmula secreta do refrigerante à Pepsi é demissão na certa. Mas, coisas menores nesse sentido também podem ser fatais. Por isso, tenha cuidado ao conversar com amigos sobre pormenores discutidos na empresa.
Abandono das funções
Se você resolver dar uma sumida, tente voltar em menos de 30 dias, pois ainda terá uma chance de argumentar (embora vá ser muito difícil convencer!). Depois de um mês longe do trabalho, sem dar satisfação alguma, a empresa pode determinar a demissão por justa causa.
BY Administrador. Dr. Márcio Frank Diniz Barros
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Na resposta que Jesus deu aos seus argüidores sobre qual o maior mandamento ele disse, "Amai a Deus..." (....).
Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento.
Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseu Romano, também por amor a Deus muitos irmãos preferiram viver em monastérios, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a seu deus (alá), provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias.
Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou.
Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e aplicada.
O apostolo Paulo diz que no final o que fica é a fé a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder criá-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo.
Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus:
1. Perceber o amor (Colossenses 1:16) Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois ele deu ao homem tudo para que o homem fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem.
2. Experimentar o amor de Deus As pessoas podem de uma forma ou outra experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa.
3. Vivenciar o Amor de Deus Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida.
Quando os homens tentam expressar o amor de Deus, sem tê-lo vivenciado, ai acontece as catástrofes religiosas. Quando alguém fica apenas na percepção, essa pessoa fica como que do lado de fora de um aquário tentando entender como é respirar debaixo d água. Quando alguém fica apenas com a experiência isso pode levar essa pessoa a ter outras experiências e ai a revelação fica misturada pelo empirismo moderno. Mas quando alguém ousa em vivenciar, ou ainda melhor, misturar sua vida com a essência de Deus, que é o Amor, ai sim, teremos alguém que vai conhecer a Deus e amá-lo mais do que as religiões, mais do que as suas ambições, mais do que as possibilidades de realização em nome de Deus.
Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito. Tal vivencia não pode se dar no âmbito do saber. Vou dar mais um exemplo; quando alguém come uma maça, essa pessoal não precisa necessariamente saber como se da todo o processo de digestão para ter certeza que está vivenciando o fato. Da mesma forma, muitos precisam apenas vivenciar o amor de Deus sem querer entender totalmente como se dá tal acontecimento. Muitos ficam como que em crise se perguntando; "Deus, eu não mereço", "Deus quero entender tal coisa", "Deus, se o Senhor não me revelar tal coisa eu não poderei continuar". Essa postura vem apenas mostrar que a vivencia do Amor de Deus vai alem do nosso entendimento. Isso deveria gerar gratidão na vida de um adorador. Gratidão por tão grande amor, que vai além do entendimento humano.
Se algum dia alguém te perguntar, "O que é o Amor de Deus?", será que você teria a coragem de dizer "O Amor de Deus é a minha vida". um Irmão em Cristo chamado Richard Wummburd, ficou preso por treze anos por causa do seu amor a Deus, certa vez um dos seus companheiros de cela perguntou-lhe, "Como é Jesus?", ele respondeu, "Jesus...Jesus é assim, igual a mim".
Que o Senhor possa nos dar a graça de vivenciar todo seu amor. Oro para que você não ame a religião evangélica mais do que a Deus. Um abraço.
Dr. Mfrank
Quero propor aqui uma discussão sincera e aberta sobre o que seria amar a Deus, pois, no decorrer de nossas vidas somos confrontados com esse mandamento. Seria no mínimo coerente se pudéssemos ter uma definição que nos desse o respaldo bíblico e prático de tal mandamento.
Olhando para a História da Igreja veremos que esse mandamento tomou formas diferentes, como por exemplo; por amor a Deus os cristãos padeceram no Coliseu Romano, também por amor a Deus muitos irmãos preferiram viver em monastérios, mas também por amor a Deus os Cristão do século 12 realizaram as Cruzadas, as quais foram responsáveis pelo assassinato de milhares de árabes. Da mesma forma, extremistas mulçumanos, por amor a seu deus (alá), provocam o medo e o terror no Oriente Médio de nossos dias.
Falar sobre o amor de Deus se torna bem desafiador quando somos confrontados com as atitudes daqueles que, em nome desse amor, praticam tudo que vai contra a essência do criador do amor. A interpretação do amor de Deus pode se tornar exatamente o oposto do que esse amor é, trazendo assim confusão sobre o caráter de quem o criou.
Jesus em seu ministério sempre surpreendeu as pessoas com seus atos de amor a Deus. Ele deixou bem claro que a expressão do seu amor a Deus era algo que foi gerado em obediência ao Pai. Jesus não era compreendido quando falava de amor a Deus, pois ele questionava os atos que eram praticados em nome desse amor. Atos esses inclusive que faziam parte da Lei. Não creio que Jesus questionava a Lei, mas ele questionava a forma que essa lei era interpretada, vivida e aplicada.
O apostolo Paulo diz que no final o que fica é a fé a esperança e o amor, e desses três o amor é o maior. Segue a pergunta; como o amor pode ser maior do que a fé? A resposta é uma questão de prioridade de criação. Deus teve que primeiro amar o homem para poder criá-lo. A fé vem depois como uma forma do homem perceber a existência de Deus. Por isso Paulo coloca que o amor é maior do que a fé. O amor foi criado primeiro, pois foi através desse amor que Deus amou o mundo.
Quero colocar três possibilidades em relação ao Amor de Deus:
1. Perceber o amor (Colossenses 1:16) Todas as vezes que olhamos sinceramente para o criador podemos perceber que ele ama suas criação. Pois ele deu ao homem tudo para que o homem fosse abençoado na sua existência. Seja o próprio dom da vida, a possibilidade de andarmos em comunidade, seja os recursos naturais e tudo quanto existe para benefício do homem.
2. Experimentar o amor de Deus As pessoas podem de uma forma ou outra experimentar esse amor de uma forma mais intensa. Isso pode acontecer através de uma experiência religiosa. Isso mesmo. Pessoas podem experimentar o amor de Deus através de outros que liberam porções desse amor no seu dia-a-dia. Isso possibilita que o amor do Pai possa ser literalmente experimentado, da mesma forma que alguém experimenta um doce ou uma fruta bem saborosa.
3. Vivenciar o Amor de Deus Aqui encontramos a forma mais intensa de perceber e experimentar o amor de Deus, pois aqui a percepção e a experiência se confundem com a vida de quem está vivenciando tal amor. Foi nesse contexto que Jesus expressou e recebeu o amor de Deus. Sua vida fazia parte desse amor e o amor de Deus fazia parte de sua vida.
Quando os homens tentam expressar o amor de Deus, sem tê-lo vivenciado, ai acontece as catástrofes religiosas. Quando alguém fica apenas na percepção, essa pessoa fica como que do lado de fora de um aquário tentando entender como é respirar debaixo d água. Quando alguém fica apenas com a experiência isso pode levar essa pessoa a ter outras experiências e ai a revelação fica misturada pelo empirismo moderno. Mas quando alguém ousa em vivenciar, ou ainda melhor, misturar sua vida com a essência de Deus, que é o Amor, ai sim, teremos alguém que vai conhecer a Deus e amá-lo mais do que as religiões, mais do que as suas ambições, mais do que as possibilidades de realização em nome de Deus.
Amar a Deus é deixar que Ele mesmo viva através de nossas vidas. Ë permitir a essência do criador ser manifesta em nossos membros, nossa mente, nosso espírito. Tal vivencia não pode se dar no âmbito do saber. Vou dar mais um exemplo; quando alguém come uma maça, essa pessoal não precisa necessariamente saber como se da todo o processo de digestão para ter certeza que está vivenciando o fato. Da mesma forma, muitos precisam apenas vivenciar o amor de Deus sem querer entender totalmente como se dá tal acontecimento. Muitos ficam como que em crise se perguntando; "Deus, eu não mereço", "Deus quero entender tal coisa", "Deus, se o Senhor não me revelar tal coisa eu não poderei continuar". Essa postura vem apenas mostrar que a vivencia do Amor de Deus vai alem do nosso entendimento. Isso deveria gerar gratidão na vida de um adorador. Gratidão por tão grande amor, que vai além do entendimento humano.
Se algum dia alguém te perguntar, "O que é o Amor de Deus?", será que você teria a coragem de dizer "O Amor de Deus é a minha vida". um Irmão em Cristo chamado Richard Wummburd, ficou preso por treze anos por causa do seu amor a Deus, certa vez um dos seus companheiros de cela perguntou-lhe, "Como é Jesus?", ele respondeu, "Jesus...Jesus é assim, igual a mim".
Que o Senhor possa nos dar a graça de vivenciar todo seu amor. Oro para que você não ame a religião evangélica mais do que a Deus. Um abraço.
Dr. Mfrank
domingo, 4 de novembro de 2012
O Código Da Vinci não deve ser ignorado como enredo de ficção. Sua premissa, de que Jesus Cristo tenha sido reinventado com objetivos políticos, ataca as próprias bases do cristianismo. O autor, Dan Brown, declarou em rede nacional que, mesmo que o enredo seja ficção, ele acredita que suas considerações sobre a identidade de Jesus sejam verdadeiras. Então, o que é verdade? Vamos dar uma olhada.
• Jesus teve um casamento secreto com Maria Madalena?
• A divindade de Jesus foi inventada por Constantino e a Igreja?
• Os registros originais de Jesus foram destruídos?
• Manuscritos recentemente descobertos contam a verdade sobre Jesus?
Uma gigantesca conspiração resultou na reinvenção de Jesus? De acordo com o livro e filme O Código Da Vinci, isto é exatamente o que aconteceu. Muitas das afirmações do livro sobre Jesus sugerem conspiração. Por exemplo, o livro declara:
“Ninguém está dizendo que Cristo foi um trapaceiro, ou negando que viveu neste mundo e inspirou milhões de pessoas a terem uma vida melhor. Tudo o que dizemos é que Constantino se aproveitou das suas substanciais influência e importância. E, ao fazê-lo, modelou a face do cristianismo tal como hoje o conhecemos.”[1]
Será que esta surpreendente afirmação do livro mais vendido de Dan Brown é verdadeira? Ou será que a premissa por trás faz somente parte de um bom livro de conspiração—similar à crença de que alienígenas fizeram um pouso forçado em Roswell no Novo México ou que havia um segundo atirador em Grassy Knoll em Dallas quando JFK foi assassinado? De qualquer maneira, a história é bastante convincente. Não surpreende que o livro de Brown tenha se tornado uma das histórias mais vendidas da década. O Código Da Vinci começa com o assassinato de um curador de museu francês chamado Jacques Sauniere. Um professor intelectual de Harvard e uma bela criptologista francesa são contratados para decifrar uma mensagem deixada pelo curador antes de sua morte. A mensagem acaba por revelar a mais profunda conspiração da história da humanidade: a mensagem verdadeira de Jesus Cristo sendo encoberta pelo braço secreto da Igreja Católica Romana chamado Opus Dei.
Antes de sua morte, o curador tinha evidência que poderia contestar a divindade de Cristo. Apesar (de acordo com o enredo) a Igreja ter tentado por séculos esconder as evidências, os grandes pensadores e artistas deixaram pistas por todos os lados: em pinturas como a Mona Lisa e A Última Ceia de Da Vinci, nas arquiteturas das catedrais e mesmo em desenhos da Disney. Os principais argumentos do livro são:
• O imperador romano Constantino conspirou para divinizar Jesus Cristo.
• Constantino selecionou pessoalmente os livros no Novo Testamento.
• Os Evangelhos Gnósticos foram banidos para subjugar as mulheres.
• Jesus e Maria Madalena casaram-se em segredo e tiveram um filho.
• Milhares de documentos secretos refutam pontos-chave do cristianismo.
Brown revela sua conspiração através do especialista fictício do livro, o historiador real britânico Sir Leigh Teabing. Apresentado como um senhor sábio e erudito, Teabing revela à criptologista Sophie Neveu que no Concílio de Niceia em 325 d.c. “muitos aspectos do cristianismo foram debatidos e votados”, incluindo a divindade de Jesus
“Até aquele momento,” ele diz, “Jesus era visto por seus seguidores como um profeta mortal… um grande e poderoso homem, mas ainda um homem.”
Neveu fica chocada. “Não como filho de Deus?” ela pergunta.
Teabing explica: “A constituição de Jesus como ‘filho de Deus’ foi proposta e votada oficialmente no Concílio de Niceia.”
“Espere. Você está dizendo que a divindade de Jesus foi o resultado de uma votação?”
“E uma votação relativamente pequena,” Teabing conta à surpresa criptologista.[2]
Então, de acordo com Teabing, Jesus não era considerado Deus até o Concílio de Niceia em 325 d. c., quando os reais registros de Jesus teriam sido banidos ou destruídos. Desta maneira, de acordo com a teoria, toda a fundação do cristianismo baseia-se em uma mentira.
O Código Da Vinci vendeu muito bem sua história, tirando de seus leitores comentários como “se não fosse verdade não teria sido publicado!” Outro disse “nunca mais piso em uma igreja”. Um crítico do livro parabenizou-o por seu “impecável trabalho de pesquisa”.[3] Muito convincente para um trabalho de ficção.
Vamos aceitar por enquanto que a proposta de Teabing pode ser verdade. Por que, neste caso, o Concílio de Niceia decidiu promover Jesus à divindade?
“Foi tudo pelo poder,” continua Teabing. “A criação de Cristo como o Messias era fundamental para o funcionamento da Igreja e do Estado. Muitos intelectuais afirmam que a Igreja primitiva literalmente roubou Jesus de seus seguidores originais, desviando sua mensagem humana e envolvendo-a em uma aura impenetrável de divindade, usando-a para expandir seu próprio poder.”[4]
De muitas maneiras, O Código Da Vinci é a teoria da conspiração definitiva. Se as afirmações de Brown estão corretas, então sempre fomos cercados de mentiras—pela Igreja, pela História e pela Bíblia. E até mesmo pelos que mais confiamos: nossos pais ou professores. E tudo isso for pela tomada do poder.
Apesar de O Código Da Vinci ser uma obra de ficção, ele baseia muitos de suas premissas em eventos (o Concílio de Niceia), pessoas (Constantino e Ário) e documentos (os Evangelhos Gnósticos) reais. Se chegássemos ao fundo da conspiração, nosso objetivo deve ser separar os fatos da ficção nas denúncias de Brown.
Constantino e o Cristianismo
Nos séculos anteriores ao reinado de Constantino sobre o Império Romano, os cristãos foram arduamente perseguidos. Então, em meio a batalhas, Constantino relatou ter visto uma imagem brilhante de uma cruz no céu descrevendo as palavras “Por este sinal conquistarás”. Ele marchou para a batalha sob o sinal da cruz e tomou posse do império.
A aparente conversão de Constantino ao cristianismo foi um divisor de águas na história da Igreja. Roma tornou-se um império cristão. Pela primeira vez em quase 300 anos era considerado seguro, e mesmo bom, ser cristão.
Os cristãos não eram mais perseguidos por sua fé. Constantino buscou então unificar os Impérios Oriental e Ocidental, que tinham sido divididos por cismas, sectos e cultos, centralizando-se principalmente sobre a questão da identidade de Jesus Cristo.
Esses são alguns dos cernes de verdade do O Código Da Vinci, e cernes de verdade são uma condição para qualquer teoria da conspiração de sucesso. Porém, o enredo do livro transforma Constantino em um conspirador. Vamos abordar essa questão chave levantada na teoria de Brown: Constantino inventou a doutrina cristã da divindade de Jesus?
Para responder às acusações de Brown, precisamos primeiramente determinar o que os cristãos em geral acreditavam antes de Constantino conclamar Concílio em Niceia.
Os cristãos já idolatravam Jesus como Deus desde o primeiro século. Porém, no quarto século, um líder da igreja oriental, Ário, iniciou uma campanha para advogar sobre a unidade de Deus. Sua doutrina era de que Jesus era um ser especialmente criado, maior que os anjos, mas não era Deus. Atanásio e a maioria dos líderes da igreja, por outro lado, estavam convencidos de que Jesus era Deus em carne e osso.
Constantino queria resolver a disputa, desejando trazer paz ao império com a unificação das divisões oriental e ocidental. Desta maneira, em 325 d. c., ele conclamou mais de 300 bispos em Niceia (agora parte da Turquia) por todo o mundo cristão. A questão crucial é, a igreja primitiva pensava que Jesus era o Criador ou apenas uma criação—filho de Deus ou de um carpinteiro? Qual a doutrina dos apóstolos sobre Jesus? Desde os primeiros registros ele é considerado Deus. Após 30 anos depois da morte e ressurreição de Jesus, Paulo escreveu aos filipenses que Jesus era Deus em forma humana (Filipenses 2:6-7, NLT). E João, uma testemunha ocular, confirmou a divindade de Jesus na seguinte passagem:
No princípio era o Verbo. E o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele. E sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (João 1: 1-4, 14, NLT).
Esta passagem de João 1 foi descoberta em um manuscrito antigo e sua verificação de carbono é datada de 175 a 225 d. c. Desta maneira, Jesus foi chamado de Deus mais de cem anos antes de Constantino conclamar o Concílio de Niceia. Podemos ver agora que a evidência forense do manuscrito contradiz a declaração d’O Código Da Vinci de que a divindade de Jesus foi uma invenção do quarto século. Mas o que a História conta sobre o Concílio de Niceia? Brown afirma no livro, através de Teabing, que a maioria dos bispos ignorava a crença de Ário que Jesus era um “profeta mortal” e adotaram a doutrina da divindade de Jesus por uma “votação pequena”. Verdadeiro ou falso?
Na realidade, a votação foi uma maioria esmagadora: somente dois dos 318 bispos discordaram. Mesmo que Ário acreditasse que somente o Pai era Deus e que Jesus era sua criação suprema, o concílio concluiu que Jesus e o Pai possuíam a mesma essência divina.
Pai, filho e o espírito santo foram considerados entidades diferentes e coexistentes, mas um único Deus. A doutrina de um Deus em três entidades ficou conhecida como Credo Niceno, e é o núcleo central da fé cristã. É verdade que Ário foi convincente e que teve influência considerável. A votação esmagadora ocorreu após um debate considerável. Porém, no fim o concílio declarou esmagadoramente Ário como herege por seus ensinamentos contradizerem com as doutrinas dos apóstolos sobre a divindade de Jesus.
A história também confirma que Jesus tolerou publicamente a idolatria recebida de seus discípulos. E, como vimos, Paulo e outros apóstolos ensinavam claramente que Jesus era Deus e digno de idolatria.
Desde os primeiros dias da Igreja cristã, Jesus foi considerado muito mais do que um mero homem e a maioria dos seus seguidores o idolatrava como Senhor criador do universo. Então, como pode Constantino ter inventado a doutrina da divindade de Jesus se a igreja já o considerava como Deus por mais de 200 anos? O Código Da Vinci não aborda essa questão.
Atacando o Cânone
O Código Da Vinci também afirma que Constantino ocultou todos os documentos sobre Jesus, além dos encontrados no cânone do Novo Testamento (reconhecido pela igreja como os relatos do testemunho autêntico dos apóstolos). Ele declara também que os relatos do Novo Testamento foram alterados por Constantino e pelos bispos para reinventar Jesus. Outro elemento-chave da conspiração do O Código Da Vinci é que os quatro Evangelhos do Novo Testamento foram selecionados dentre um total de “mais de 80 evangelhos”, que em sua maioria foram escondidos por Constantino.[5]
Existem duas questões centrais aqui, e abordaremos ambas. A primeira é se Constantino alterou ou selecionou de maneira tendenciosa os livros do Novo Testamento. A segunda é se ele baniu documentos que deveriam ter sido incluídos na Bíblia.
Com relação à primeira questão, cartas e documentos escritos por líderes da igreja e hereges do século dois confirmam o amplo uso dos livros do Novo Testamento. Certa de 200 anos antes de Constantino conclamar o Concílio de Niceia, o herege Marcião listou 11 dos 27 livros do Novo Testamento como escritos autênticos dos apóstolos.
Por volta da mesma época, outro herege, Valentino, faz menção a uma ampla variedade de temas do Novo Testamento e suas passagens. Visto que esses dois hereges eram adversários da liderança da igreja primitiva, eles não estavam escrevendo somente o que os bispos queriam. Mesmo assim, como a igreja primitiva, eles mencionaram os mesmos livros do Novo Testamento que lemos hoje.
Assim, se o Novo Testamento já era amplamente usado 200 anos antes de Constantino e do Concílio de Niceia, como poderia o imperador tê-lo inventado ou alterado? Naquele tempo a igreja já havia se espalhado e abrangia centenas de milhares se não milhões de crentes, e todos conheciam os relatos do Novo Testamento.
No livro A fraude do Código Da Vinci, uma análise do O Código Da Vinci, o Dr. Erwin Lutzer comenta:
“Constantino não decidiu quais livros estariam no cânone; de fato, o tópico do cânone nem mesmo foi mencionado no Concílio de Niceia. Na época que a igreja primitiva lia um cânone de livros, eles já haviam sido determinados como a palavra de Deus anos antes”.[6]
Apesar do cânone oficial ainda levar anos para ser finalizado, o Novo Testamento de hoje foi considerado autêntico mais de dois anos antes de Niceia.
Isto nos leva à segunda questão, o porquê desses misteriosos evangelhos gnósticos terem sido destruídos e excluídos do Novo Testamento? No livro, Teabing afirma que os escritos Gnósticos foram eliminados das 50 Bíblias encomendadas por Constantino no concílio. Ele conta animadamente a Neveu:
“Devido ao fato de que a elevação do status de Jesus por Constantino se deu quase quatro séculos após a morte desse, já existiam milhares de documentos que contavam sua vida como homem mortal. Para reescrever os livros de história, Constantino sabia que precisaria de um golpe ousado. Disto surgiu um dos momentos mais profundos da história cristã. … Constantino encomendou e financiou uma nova Bíblia, que omitiu esses evangelhos que falavam dos traços humanos de Cristo e adornou os que o tornavam divino. Os primeiros evangelhos foram proscritos, recolhidos e queimados.”[7]
Seriam esses escritos gnósticos a real história de Jesus Cristo? Vamos olhar com mais detalhes para ver se conseguimos separar a verdade da ficção.
“Conhecedores” Secretos
Os evangelhos gnósticos foram atribuídos a um grupo conhecido como (para nossa surpresa) os Gnósticos. Seu nome vem da palavra grega gnosis que significa “conhecimento”. Essas pessoas pensavam ter conhecimentos secretos e especiais, ocultos das pessoas comuns.
Dos 52 escritos, apenas cinco foram realmente listados como evangelhos. Como veremos mais adiante, esses supostos evangelhos são claramente diferentes dos do Novo Testamento como Mateus, Marcos, Lucas e João.
Com a propagação do cristianismo, os Gnósticos combinaram algumas doutrinas e elementos do cristianismo com suas próprias crenças, transformando o Gnosticismo em uma simulação. Talvez tenham feito isto para aumentar o número de fiéis e tornar Jesus um garoto-propaganda para sua causa. Contudo, para que sua linha de pensamento fosse compatível com o cristianismo, Jesus precisava ser reinventado, retirando sua humanidade e sua divindade absoluta.
Em A História do Cristianismo de Oxford, John McManners escreveu sobre a mistura de cristianismo e crenças míticas dos gnósticos.
“O gnosticismo foi (e ainda é) uma teosofia com muitos ingredientes. Ocultismo e misticismo oriental combinam-se com astrologia e mágica.
Eles integram os ensinamentos de Jesus e acomodam-nos em sua própria interpretação (como no Evangelho de Tomás), oferecendo aos seus membros uma forma alternativa ou rival de cristianismo.”[8]
Primeiros Críticos
Ao contrário das afirmações de Brown, não foi Constantino que considerou as crenças gnósticas como heréticas, e sim os próprios apóstolos. Uma pequena linha filosófica já crescia no primeiro século, apenas décadas depois da morte de Jesus. Os apóstolos, em seus ensinamentos e escritos, condenaram fortemente essas crenças como opostas à verdade de Jesus, de quem foram testemunha.
Veja, por exemplo, o que o apóstolo João escreveu perto do fim do primeiro século:
“Quem é o mentiroso? Senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.” (1 João 2:22)
Seguindo os ensinamentos dos apóstolos, os líderes da igreja primitiva condenam unanimemente os gnósticos como um culto. O padre Ireneu, escrevendo 140 anos antes do Concílio de Niceia, confirmou que os gnósticos eram condenados pela igreja como hereges. Ele também rejeitou seus “evangelhos”. Entretanto, com relação aos quatro evangelhos do Novo Testamento, ele diz: “Não é possível que os evangelhos sejam em quantidade maior o menor do que são”.[9]
O teólogo cristão Orígenes escreveu no início do terceiro século mais de cem anos antes de Niceia:
Conheço um certo evangelho chamado “O Evangelho segundo Tomás” e um “Evangelho segundo Matias” e muitos outros que li, já que não devemos ser considerados de nenhuma maneira ignorante pelos que imaginam ter algum conhecimento sobre esses. Contudo, dentre todos esses aprovamos somente os reconhecidos pela igreja, que são os únicos quatro evangelhos que devem ser aceitos.[10]
Aqui temos as palavras de um líder da igreja altamente considerado. Os gnósticos foram reconhecidos como um culto não-cristão muito antes do Concílio de Niceia. Mas existem ainda mais evidências que respondem as questões feitas no O Código Da Vinci.
Quem é sexista?
Brown sugere que um dos motivos do suposto banimento dos escritos gnósticos por Constantino tenha sido o desejo de reprimir as mulheres na igreja. Ironicamente, é o Evangelho Gnóstico de Tomás que rebaixa as mulheres. Ele conclui (supostamente citando Pedro) com esta surpreendente declaração: “Deixe Maria ir para longe de nós, pois as mulheres não são dignas da vida” [11]. Depois Jesus supostamente diz a Pedro que transformará Maria em um homem para que ela possa entrar no reino dos céus. Leia: mulheres são inferiores. Com sentimentos como esse à mostra, é difícil conceber que os escritos gnósticos tenham sido um grito de guerra da liberação feminina.
Em forte contraste, o Jesus dos evangelhos bíblicos sempre tratou as mulheres com dignidade e respeito. Versos revolucionários como este encontrados no Novo Testamento foram fundamentais para as tentativas de elevação do status da mulher:
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea. Porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28, NLT). Autores Misteriosos
Com relação aos evangelhos gnósticos, cada livro leva o nome de uma personagem do Novo Testamento: O Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro, o Evangelho de Maria, o Evangelho de Judas e assim em diante. (Parece uma lista de chamada de escola.) São nesses livros que teorias da conspiração como O Código Da Vinci se baseiam. Mas será que eles foram mesmo escritos por seus supostos autores?
Os evangelhos gnósticos são datados de 110 a 300 anos depois de Cristo e nenhum acadêmico crível acredita que algum deles poderia ter sido escrito por seus homônimos. No abrangente A Biblioteca de Nag Hammadi de James M. Robinson, descobrimos que os evangelhos gnósticos foram escritos por “autores desconhecidos e independentes”.[12] Dr. Darrell L. Bock, professor de estudos do Novo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, escreveu:
“A maior parte deste material está afastado por algumas gerações das bases da fé cristã, um ponto vital a se lembrar ao avaliar seu conteúdo.”[13]
O estudioso do Novo Testamento Norman Geisler comentou dois escritos gnósticos, o Evangelho de Pedro e os Atos de João. (Esses escritos gnósticos não devem ser confundidos com os livros do Novo Testamento escrito por João e Pedro):
“Os escritos gnósticos não foram escritos pelos apóstolos, mas por homens do século dois (ou posterior) com intenções de usar a autoridade apostólica para divulgar seus próprios ensinos. Nos dias de hoje chamamos isto de fraude e falsificação.”[14]
Os evangelhos gnósticos não são relatos históricos da vida de Jesus, mas sim declarações esotéricas, envoltas em mistério, que deixam de fora detalhes históricos como nomes, locais e eventos. Este é um contraste marcante com os evangelhos do Novo Testamento que contém diversos fatos históricos sobre a vida, ministério e palavras de Jesus.
Houve mesmo uma Conspiração Da Vinci?
Senhora Jesus
A melhor parte da conspiração Da Vinci é a afirmação de que Jesus e Maria Madalena casaram-se secretamente e tiveram um filho, perpetuando sua linhagem. Além disso, o ventre de Maria Madalena, carregando a prole de Jesus, é representado no livro como o lendário Santo Graal, um segredo mantido pela organização católica chamada o Priorado de Sião. Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci foram citados como seus membros.
Romance. Escândalo. Intriga. Ótimos para uma teoria da conspiração. Mas será que é verdade? Vejamos o que dizem os estudiosos.
Um artigo da revista Newsweek, que resumiu a opinião geral dos estudiosos, conclui que a teoria de que Jesus e Maria Madalena casaram-se secretamente não possui embasamento histórico.[15] A proposta colocada no O Código Da Vinci é construída sobre um único verso do Evangelho de Filipe que indica que Jesus e Maria eram companheiros. No livro, Teabring tenta construir a hipótese de que a palavra para companheiro (koimonos) poderia significar esposa. Porém, a teoria de Teabing não é aceita pelos estudiosos.
Há também um único verso do Evangelho de Filipe que menciona que Jesus beijou Maria. Saudar amigos com um beijo era comum no século um e não possuía nenhuma conotação sexual. Porém, mesmo se a interpretação de O Código Da Vinci estivesse correta, não existem documentos históricos que confirmem esta teoria. E visto que o Evangelho de Filipe é um documento forjado escrito de 150 a 220 anos depois de Cristo por um autor desconhecido, suas declarações sobre Jesus não são historicamente confiáveis.
Talvez os gnósticos sentiram que o Novo Testamento possuía pouco romance e decidiram apimentá-lo um pouco mais. Qualquer seja a razão, o verso obscuro e isolado escrito dois séculos depois de Cristo não é muito para se basear toda uma conspiração. Uma leitura interessante talvez, mas definitivamente não histórica.
Com o Santo Graal e o Priorado de Sião, o relato fictício de Brown mais uma vez distorce a história. O lendário Santo Graal foi supostamente a taça que Jesus usou na última ceia e não teve nenhuma relação com Maria Madalena. E Leonardo da Vinci nunca poderia ter conhecido o Priorado de Sião, visto que este só foi fundado em 1956, 437 anos após sua morte. Novamente, uma ficção interessante, mas historicamente inexato.
Os Documentos “Secretos”
Mas e sobre a declaração de Teabing que “milhares de documentos secretos” provam que o cristianismo é uma farsa? Será que é verdade?
Se houvesse tais documentos, os estudiosos que se opõem à igreja estariam de mãos cheias. Escritos fraudulentos que foram rejeitados pela igreja primitiva por suas visões hereges não eram secretos, sendo conhecidos por séculos. Isto não é nenhuma surpresa. Eles nunca foram considerados parte dos escritos autênticos dos apóstolos.
E se Brown (Teabing) está se referindo aos evangelhos apócrifos ou da infância, os problemas são mais uma vez revelados. Eles não são secretos, não provam nem refutam o cristianismo. O estudioso do Novo Testamento Raymond Brown comenta sobre os evangelhos gnósticos:
“Não conhecemos nenhum novo fato verificável sobre o ministério de Jesus, apenas algumas novas declarações que podem ter sido dele”.[18]
Diferente nos evangelhos gnósticos, cujos autores são desconhecidos e não foram testemunhas, o Novo Testamento que temos hoje passou por inúmeros testes de autenticidade. (Clique para ler Jesus.doc) O contraste é devastador para os que apoiam as teorias da conspiração. O historiador do Novo Testamento F. F. Bruce escreveu:
“Não há obra de literatura antiga no mundo que goza de tamanha riqueza de comprovação textual do que o Novo Testamento”.[19]
O estudioso do Novo Testamento Bruce Metzger revelou porque o Evangelho de Tomás não foi aceito pela igreja primitiva:
“Não é correto dizer que o Evangelho de Tomás foi excluído por alguma ordem por parte de um concílio: a maneira certa de dizer é que o Evangelho de Tomás excluiu a si mesmo! Ele não combina com os outros testemunhos sobre Jesus que os primeiros cristãos aceitaram como confiável”.[17]
Veredito Histórico
Assim, o que podemos concluir com relação às diversas teorias da conspiração sobre Jesus Cristo? Karen King, professor de história eclesiástica da Harvard, escreveu vários livros sobre os evangelhos gnósticos, incluindo o Evangelho de Maria de Magdala e O que é gnosticismo? King, embora seja um forte defensor dos ensinamentos gnósticos, conclui que “Essas noções sobre teoria da conspiração… são ideias marginais que não possuem embasamento histórico”.[20]
Apesar da falta de evidências históricas, as teorias da conspiração ainda vendem milhões de livros e atingem níveis recorde nas bilheterias. Estudiosos em campos relacionados, alguns cristãos e alguns sem nenhuma fé refutaram as declarações do O Código Da Vinci. Entretanto os que se deixam levar facilmente ainda se perguntam: será que é mesmo verdade?
O jornalista de televisão ganhador de prêmios Frank Sesno perguntou a um júri de estudiosos sobre a fascinação que as pessoas têm com teorias da conspiração. O professor Stanley Kutler da Universidade de Wisconsin respondeu que “todos amamos mistérios, mas amamos muito mais as conspirações”.[21]
Então, se quiser ler sobre uma grande teoria da conspiração sobre Jesus, a novela de Dan Brown O Código Da Vinci pode ser o que você procura. Mas se quiser ler sobre os relatos verdadeiros de Jesus Cristo, então Mateus, Marcos, Lucas e João o levarão ao que as testemunhas viram, ouviram e escreveram. No que você prefere acreditar?
Jesus voltou mesmo dos mortos?
A grande questão do nosso tempo é “quem é o verdadeiro Jesus Cristo”? Ele foi somente um homem excepcional ou ele era mesmo Deus feito carne como Paulo, João e os outros discípulos acreditavam?
As testemunhas de Jesus Cristo realmente falaram e agiram como se acreditassem que ele fisicamente se ergueu dentre os mortos após sua crucificação. Se eles estivessem errados, o cristianismo teria se baseado em uma mentira. Mas se estivessem certos, tal milagre confirmaria tudo o que Jesus disse sobre Deus, sobre si mesmo e sobre nós.
Devemos aceitar a ressurreição de Jesus Cristo somente pela fé ou existe evidência histórica sólida? Muitos céticos começaram investigações sobre os registros históricos para provar que os registros da ressurreição são falsos. O que eles descobriram?
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Jesus disse o que acontece após a morte?
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Jesus pode trazer significado para a vida?
“Por que Jesus?” examina a questão se Jesus é ou não relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” “Por que estou aqui?” E “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porquê de Jesus ter vindo à terra.
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http://y-jesus.org/portuguese/wwrj/2-conspiracao-da-vinci/10/ Dr. Márcio Frank Diniz Barros
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- PHD em Teologia pela FATEBI de Brasília - DF - BR, também pela Philadelphia da Inglaterra, Pós-graduando em Sociologia e Filosofia da Eadcon, também em Gestão de Empresas pela Universidade Anhembi Morumbi, Graduado em administração de Empresas pela FECIPAR e Teologia pela Fatebi e também Faculdade Philadelphia da Englaterra. Tetraplégico ou Lesado Medular e uso cadeira de rodas.




